segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Felipão e o mesmo joguinho de cena de sempre...

Luiz Felipe Scolari é um técnico vencedor, isso é inegável, mas sua visão de futebol está um tanto quanto ultrapassada. O treinador palmeirense ainda acredita piamente que se ganha jogo fazendo pressão sobre os árbitros e adversários, batendo boca na beirada do campo, jogando duas, três bolas em campo e por aí vai. Felipão é um profissional que tem potencial, porém precisa reciclar suas ideias e sua postura dentro do futebol.
O treinador não compareceu à coletiva de imprensa deste domingo, após o clássico contra o São Paulo, em Presidente Prudente. Motivo: a arbitragem de Wilson Luiz Seneme. Em seu lugar, César Sampaio, o ex-jogador e agora gerente de futebol alviverde, é quem atendeu os repórteres. Nada contra Sampaio, que é uma excelente pessoa, mas a atitude de Felipão foi um desrespeito com os profissionais da imprensa e também com a competição. As declarações pós-jogo do treinador fazem parte do espetáculo que é o futebol.
A arbitragem de Seneme no clássico foi boa. Os lances polêmicos e que teriam gerado a revolta do treinador tiveram boa interpretação do juiz paulista, que eu considero o melhor do país na atualidade. Seneme acertou na marcação das faltas dentro e fora da área, além de se impor na partida com autoridade e mostrar os cartões de forma correta.
A postura de Felipão eu compreendo, pois já vi este filme algumas vezes. O treinador palmeirense é matreiro, experiente, por isso sempre recorre a essa velha "tática". Felipão gosta de jogar pressão para cima dos árbitros com intuito de evitar possíveis erros lá na frente. Scolari sabe que o árbitro é um ser humano e, como tal, falível e que sente a pressão, a cobrança. Por isso essa artimanha...
No entanto este jogo de cena de Felipão não cabe mais no futebol atual. E faz mal também para seu time, uma vez que seus jogadores acabam se voltando contra a arbitragem. A postura do técnico reflete diretamente no equilíbrio emocional dos atletas dentro de campo.
A diretoria do Palmeiras dever ir à Federação Paulista de Futebol (FPF) e fazer reclamação formal contra o árbitro e pedir providencia contra os erros. É preciso que o clube tome uma decisão até para que não fique no ar apenas desconfianças de que existe um esquema contra o clube. Felipão vira e mexe coloca os árbitros na berlinda e isso não pode mais acontecer. É leviano. É chato...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Grêmio e Luxa: É a fome com a vontade de comer!

O Grêmio errou feio ao demitir Caio Júnior após apenas oito jogo e 77 dias de trabalho. Escrevi isso aqui neste espaço e mantenho as críticas à diretoria tricolor. No entanto a mesma cúpula que errou, acertou em contratar Vanderlei Luxemburgo. Esse é um casamento que pode dar certo, eu pelo menos aposto nisso.
A rejeição ao nome de Luxemburgo é enorme no clubes pelos quais o treinador passou nos últimos anos. No entanto eu ainda o reputo como o melhor técnico de beirada de campo do país. Vanderlei é estrategista, sabe armar um time como poucos, tem ousadia e conhecimento. Apesar dos contratempos, está ainda acima de Muricy Ramalho, Felipão, Tite e Cia...
É verdade que perdeu em alguns momentos o foco no comando dos times pelo fato de querer mais poder do que realmente precisava nos clubes. Mas eu separo as coisas e meu elogio vai para o profissional que comanda o time na hora do jogo, ou na preparação antes da partida. Igual a Luxa não existe.

Volta por cima

Grêmio e Luxemburgo precisam dar a volta por cima no cenário nacional. Por isso o casamento tem tudo para dar certo. A dupla é supercampeã, mas não vibra faz tempo com um caneco de expressão. O Grêmio levantou sua última conquista nacional em 2001, quando venceu a Copa do Brasil. Já Luxemburgo não sabe o que é um título de expressão desde 2004, após faturar o nacional daquele ano com o Santos.
No Olímpico, o treinador terá o respaldo da diretoria. Seu nome e seu currículo, apesar de “defasado” em conquistas recentes, pesam a seu favor. Por outro lado à cúpula gremista já provou que não poupará esforços para fazer do Tricolor gaúcho, de novo, uma equipe competitiva no cenário nacional. Então o sucesso virá com toda certeza.
Além disso, o treinador chega ao Grêmio já sabedor do que terá em mãos. Kléber, o Gladiador, já trabalhou com Luxemburgo no Palmeiras. Apesar de Luxa já tê-lo chamado em vários momentos de “fio desencapado”, devido ao número elevado de cartões amarelos e vermelhos, ambos sempre se deram bem no Palestra Itália.
Desta vez, o Grêmio tem um bom material humano à disposição e isso ajuda – é muito – Luxemburgo, pois o treinador sabe como poucos trabalhar com elenco de estrelas. Vanderlei Luxemburgo já provou isso por onde passou, então não duvidem. Luxa é competente e o Grêmio é imortal. Essa mistura só pode resultar em coisa boa. Concorda, discorda? Opine!

Uma rodada de artilheiros e um um vilão: Deivid!

A rodada desta quarta-feira do futebol brasileiro apresentou um sobe e desce dos astros da bola. Alguns clássicos agitaram os malfadados estaduais, trazendo um pouco de emoção a estas competições que andam em baixa, modorrentas e sem motivar os torcedores.
Corinthians, Grêmio e Vasco invadiram a madrugada como vencedores e com triunfos sobre rivais históricos. O Timão superou a Lusa, no Pacaembu, e segue invicto no regional. Já o Tricolor gaúcho, que não conta ainda com Vanderlei Luxemburgo no banco de reservas, bateu o rival Internacional, em pleno Beira-Rio, e deu um chega pra lá nos maus resultados. E em noite de Kleber, o Gladiador.
No Rio, o Vasco, rotulado de eterno vice pelos flamenguistas, devolveu o deboche numa vitória, de virada, sobre o Rubro-Negro, no Engenhão. Com direito a gols de Alecsandro e Diego Souza.
Detalhe: O duelo apresentou como personagem o atacante flamenguista Deivid. O artilheiro perdeu um gol embaixo das traves, sem goleiro, apenas ele e o gol e acertou a trave. Acabou com o seu nome gritado pela torcida vascaína e rotulado como vilão do clássico. O Vasco está na final da Taça Guanabara e o Fla de Deivid eliminado.
O sobe e desce é normal no futebol. Sobretudo em se tratando dos grandes ídolos, que correm dentro das quatro linhas em busca do estrelato. O Gladiador, enfim, mostrou a cara para a torcida gremista. Em noite de gala, fez um gol e foi decisivo para colocar o Grêmio na semifinal da Taça Piratini.
O sucesso diante do maior rival coloca o artilheiro nas nuvens e Kleber será agora tratado como um novo Deus pela parte azul do país. O Gladiador precisava disso, já que vinha acumulando atuações com muita transpiração e pouca bola e gols.
Já no Pacaembu, o menino Willian saiu embaixo dos holofotes. Justo ele que terminou o ano bem, campeão e jogando, porém parecia ter perdido espaço no ataque alvinegro. Com um gol e bela jogada no segundo, Willian sobe na cotação da torcida e do técnico Tite.
A mesma cotação que derruba Deivid no Flamengo. O gol perdido no clássico contra o Vasco joga o artilheiro na vala comum dos verdadeiros “pernas de pau”. A pixotada embaixo das traves não só tirou o gol que seria o de empate do Rubro-Negro, mas também culminou com a eliminação do Fla para o grande rival. Deivid é o vilão da rodada.
No sobe e desce do futebol, o atacante flamenguista terá de correr atrás da moral perdida no clássico. Lances assim a torcida não esquece. E os jogadores também não, sobretudo quando acompanham um revés como aconteceu no Engenhão. Com certeza Deivid não dormiu. A nação rubro-negra também não.
E hoje tem mais...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Luxa acerta com o Grêmio e acalma o mercado

O Grêmio anunciou a contratação de Vanderlei Luxemburgo para o lugar de Caio Júnior, demitido na segunda-feira. A informação enche de esperança a parte azul do sul do país, mas também acalma uma porção de treinadores que não vinham dormindo desde a saída do treinador do Flamengo.
Explica-se: um nome com o de Vanderlei Luxemburgo à disposição no mercado da bola pressiona os treinadores empregados, pois fomenta o desejo dos dirigentes. Foi isso que aconteceu com o Grêmio que, depois de iniciar a temporada com Caio Júnior, opta agora por Luxemburgo, abrindo mão do trabalho que vinha sendo feito no Olímpico.
E os exemplos são muitos. Quem não se lembra a troca de Jorginho, um interino que vinha dando certo no Palmeiras pelo badalado Muricy Ramalho? Mesmo com o Verdão “voando” em campo sob a batuta de Jorginho, o então presidente Luiz Gonzaga Belluzzo resolveu apostar num treinador com “grife”. No entanto o tiro saiu pela culatra e o castigo veio a cavalo: o time despencou com o treinador de ponta no comando e a frustração tomou conta do Palestra Itália.
A vida dos treinadores de futebol é cruel. Não existe estabilidade no cargo. A degola é uma ameaça a cada rodada. Luxemburgo foi vítima disso, assim como Caio Júnior. E vem mais por aí. A dança dos técnicos no futebol brasileiro acontece a cada competição que se inicia.
Os próprios treinadores também não se ajudam. Falta união à classe, assim como falta também mobilização entre os atletas. No futebol é cada um por si e Deus por todos. Um pensamento mesquinho, pequeno e que deixa todos os profissionais na berlinda.
Joel Santana não respeitou Vanderlei Luxemburgo no cargo de treinador do Flamengo e negociou com o Rubro-Negro. Assim como duvido que o namoro de Luxa com o Grêmio já não havia começado com Caio Júnior no comando do Tricolor gaúcho. É uma briga de foice no futebol. Lamentável...
Vanderlei Luxemburgo chega como salvação ao Olímpico. Assim como o Grêmio, o treinador precisa também dar a volta por cima e retomar o período de conquistas importantes que parou em 2004, com o título nacional com o Santos. Já o Tricolor Gaúcho não vence um caneco de expressão desde 2001. Então os dois se merecem. E precisam, juntos, dar a volta por cima.
Agora se isso vai acontecer é uma outra história. A pressão, essa mesma que derrubou Caio Júnior do comando, segue rondando o Olímpico. Luxemburgo sabe disso. Principalmente se algum colega seu "de grife" levar cartão vermelho e ficar à disposição no mercado. Aí os dirigentes não aguentam e passam a cobiçar o profissional alheio. Afinal, o jardim da casa do lado é sempre mais verde, não é mesmo?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cartolas do futebol brasileiro não são sérios. É fato!

A informação do repórter Diego Guichard, do site Globoesporte.com, garante: Caio Júnior será demitido nesta segunda-feira do Grêmio. A gota d’água para a saída do treinador foi à última derrota do Tricolor gaúcho para o fraco São José. Vale lembrar que, caso a demissão seja mesmo consumada, o treinador deixará o clube com um retrospecto de oito partidas no comando da equipe, com quatro vitórias, três derrotas e um empate. A avaliação dos números é de cada um...
Gostaria de ponderar que a temporada está no início. O fato de o Grêmio ter gastado milhões em contratação é a maior prova de que o time passou por uma grande reformulação e, sendo assim, precisa de tempo para obter entrosamento e resultados.
A pressão da torcida existe, é forte e até mesmo dirigentes pedem a cabeça do treinador, pois tratam-se de apaixonados travestidos de diretores. Mas até quando essa situação vai continuar? O futebol que envolve milhões de reais dentro e fora de campo não é sério. Isso é fato.
A maior prova que é preciso apostar no trabalho é o Corinthians, o atual campeão brasileiro. A Fiel cansou de pedir a cabeça do treinador na última temporada, porém o então presidente Andrés Sanchez bancou o comandante, peitando conselheiros, torcida e seus pares de diretoria.
Resultado: o time bateu campeão e hoje apresenta entrosamento e força de campeão, apesar do futebol pobre em muitos jogos, é verdade.
Caio Júnior comandou a reformulação gremista. Em 77 dias à frente do Tricolor, o treinador avalizou contratações, dispensas, tudo com o aval da diretoria. No entanto, após apenas oito partidas no comando, deve dar adeus ao cargo. Que planejamento é esse? E o próximo treinador terá de “abraçar” todo o trabalho de Caio Júnior?
Os dirigentes brincam de fazer futebol. É preciso contratar ciente dos riscos. A convicção deve servir de alicerce para que o trabalho tenha frutos. Quando se contrata um profissional, é preciso acreditar em seu trabalho e não descartá-lo após oito jogos.
Quem acompanha este espaço, sabe o que eu penso sobre Caio Júnior. Para aqueles que não acompanham, repito: Trata-se de um treinador sério, estudioso, mas que eu não contrataria para o meu clube. Agora, se o Grêmio contratou, então banque o técnico até o fim. Essa máxima que a troca do comandante faz parte da cultura do futebol brasileiro serve apenas para encobrir posições equivocadas de dirigentes frouxos e incompetentes...