O zagueiro Maurício e o atacante Obina saíram no tapa no intervalo da partida do Palmeiras contra o Grêmio, na quarta-feira, no Olímpico, e acabaram expulsos de forma correta pelo árbitro Heber Roberto Lopes. O Verdão perdeu por 2 a 0 e deu adeus ao título nacional. Eu defendo que a diretoria alviverde agiu certo. A atitude dos dois jogadores foi irresponsável e acabou com a esperança do time ainda no intervalo da partida. Maurício e Obina não mostraram comprometimento com o clube e respeito com os companheiros.
Eu cobri por muitos anos o Palmeiras, quando Edmundo era a principal estrela do elenco. O Animal nunca fez isso, apesar de seu jeito explosivo, bipolar. O pau quebrava no vestiário onde tinha que ser. Ridícula a atitude dos dois jogadores. A dupla fez o Palmeiras perder milhões com uma possível conquista do título. É verdade que o time já vinha em queda livre no Brasileirão e poderia até mesmo perder o jogo, mas a explusão dos dois atletas matou precocemente a equipe, que voltou para o segundo tempo já nocauteada.
Heber Roberto Lopes acertou ao expulsar os jogadores. Detalhe: o mesmo episódio aconteceu na partida entre São Paulo e Vitória, no sábado, no Morumbi, quando André Dias e Hugo se agrediram. No entanto, foram advertidos apenas com cartão amarelo pelo árbitro Leandro Vuaden. Heber cumpriu a regra. Vuaden, não! Ou seja, os juízes apitam como querem os jogos e o cumprimento da regra se torna apenas um detalhe. Por isso, as pesadas críticas ao final de cada rodada.









