terça-feira, 18 de novembro de 2008

Palmeiras imita o rival Corinthians e parece não conseguir viver em paz

O Palmeiras não consegue viver em paz. De time de ponta, cotado ao título do Brasileirão, entrou em parafuso e mergulhou na crise. A torcida se revoltou com o técnico, partiu até para a agressão ao treinador, e colocou em xeque o futuro do projeto Palmeiras/Traffic. Resultado: o time corre até mesmo o risco de ficar de fora da Libertadores de 2009, que seria uma tragédia sobretudo pelo lado financeiro sem falar no moral.
Analisando o Palmeiras no dia a dia, vejo o clube com o mesmo problema de outras agremiações, ou seja, a briga política joga contra o bom trabalho. Situação e oposição vivem numa eterna guerra, o que influencia diretamente no departamento de futebol. Quem observou atentamente, notou que o pacato Alex Mineiro se recusou a comemorar o gol de empate, de pênalti, diante do Flamengo, no Maracanã. Ou seja, a briga com a torcida, dois dias antes, no saguão do Aeroporto de Congonhas, mexeu com o time.
O momento agora tem que ser de trégua pelo bem do clube. A política deve ficar de lado, a torcida baixar a bola, e todos trabalharem pela Libertadores. O Palmeiras é um bom time, que tem tudo para terminar o ano de forma positiva, com um lugar garantido no torneio continental do ano que vem. Parece utopia, mas seria uma posição sensata. Não se pode esquecer que o clube venceu o Paulistão e aprovou a nova Arena Palestra Itália. Terminar com a vaga na Libertadores não seria o fim, muito pelo contrário.
O Palmeiras tem vivido dias de Corinthians, um rival que nunca soube viver em paz. Hoje, os papéis estão invertidos para desespero da gente palmeirense e surpresa da nação corintiana. Isso é o futebol.

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