sábado, 19 de julho de 2008

"Polícia para quem precisa de polícia!"

"Polícia para quem precisa de polícia!" Este trecho, de uma música do grupo Titãs, traz à tona uma pergunta: quem precisa e tem o direito de contar com a polícia? A resposta é óbvia: o cidadão, é claro, que paga imposto e conseqüentemente a polícia! No entanto, é preciso reflitir sobre o atual momento que atravessa a PM e mais importante que isso é se tocar da importância de nós, cidadãos, votarmos de forma correta, já que elegemos os políticos que fazem as leis deste país.
A polícia sempre esteve no fio da navalha, entre o bem e o mal. Ora bombardeada pelos defensores dos direitos humanos, ora aplaudida com entusiasmo pelos mais radicais. No entanto, o problema agora está além de matar ou morrer: nunca a PM "eliminou" tantas pessoas no Brasil. E isso de forma descabida, em ações sem o mínimo propósito. Seja no sul, norte, nordeste, em todos os cantos do país afloram crimes cometidos pela polícia, em que se abrem processos nas devidas corregedorias para investigação e nunca mais se fala no assunto. Ou seja, é uma briga desigual do cidadão com a polícia, essa polícia que mata.
Eu sou radical e defendo, sim, a pena de morte diante de alguns crimes. Mas, os últimos acontecimentos envolvendo a polícia carioca, em que morreram inocentes em ações praticadas sem o mínimo zelo tem de ser duramente combatida. Tem de haver o repúdio forte da sociedade. Não podemos perder essa guerra. É preciso que os governantes sejam cobrados. O povo tem de ir à rua e mostrar toda sua revolta. Hoje, o morto era um conhecido de um amigo seu. Amanhã pode ser seu irmão, primo, pai, mãe, que foi "eliminado" pela polícia, por essa polícia que mata.
Muitos podem dizer: Mas existem exceções na PM, por favor! Eu contra-ataco com uma afirmação: a PM de hoje tem uma banda podre que se constitui na maior parte do pelotão. Um contingente de homens despreparados, que não sabem nem fazer uma simples abordagem durante uma blitz policial. A corrupção está infiltrada também entre os soldados, que são vítimas de um país que não prepara bem sua polícia.
Essa mesma polícia que tem o dever de servir, proteger e não causar medo e matar... Hoje, eu ficaria aflito ao ser abordado pela polícia ou ter de ligar para o 190, num momento de desespero. Viria até a mim a banda podre da PM ou as "exceções" do contingente? É uma roleta russa, uma tacada de sorte. É melhor rezar a ligar para a polícia...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Ronaldo, o triste fim do Fenômeno

Ronaldo é hoje um ex-jogador de futebol. O craque excepcional, que um dia encantou o mundo e recebeu o apelido de Fenômeno, não passa de um "bom vivant". E escrevo isso não num tom de crítica. É apenas a realidade. Não o culpo. Acredito que o Ronaldo esteja, com justiça, curtindo a grana que a vida lhe ofereceu graças ao seu talento com a bola nos pés.
Agora, o que as pessoas em todo o mundo têm de entender é que o jogador Ronaldo acabou. E não estou sendo leviano em afirmar isso. Como disse, não o culpo pela falta de vontade em voltar a jogar. O desejo em retornar aos campo pode até existir, porém a realidade é outra. O Ronaldo atual é um cara milionário e sem a vontade de se "matar" para se recuperar de mais uma lesão grave no joelho. Nada mais natural, até porque faturou muito e já batalhou bastante nos gramados do mundo. A motivação que lhe falta para sentar numa bicicleta ergométrica e fortalecer o joelho, sobra para navegar em seu iate maravilhoso, curtir a mulher, enfim, viver a vida...
Ronaldo poderia hoje, quem sabe, viver da imagem. Mas, fica uma pergunta: como estaria hoje a imagem do Fenômeno para o mundo publicitário? Eu não sei dizer. Porém, vamos notar num futuro próximo se Ronaldo será tratado como um ex-jogador ou terá o estatus de um craque fora-de-série, que parou, mas construiu uma imagem postiva e que viverá na mídia, diante de campanhas publicitárias milionárias, como um exemplo a ser seguido pelos jovens do planeta.
Ah, antes que me perguntem, com toda certeza o Flamengo trabalhará em cima da contratação do craque, acenando com contratos ao agora ex-jogador. Isso se dará por várias vezes até que todos entendam que não dá mais para Ronaldo. Ou ele mesmo venha a público e diga: parei, me deixem em paz! Um triste fim de um fenômeno...

sábado, 12 de julho de 2008

DICA DE CINEMA - Jogo de Amor em Las Vegas

Jogo de Amor em Las Vegas é uma comédia romântica, que se torna uma ótima pedida para um fim de semana, seja para assistir a dois ou não. O longa tem Cameron Diaz (Joy McNally), não tão bela como antes, no papel principal e Ashton Kutcher (Jack Fuller) como o par romântico da loira. A história é prazerosa e leva o telespectador num bom ritmo, sobretudo garantindo algumas gargalhadas em quase todos seus 99 minutos de duração. Vale a pena assistir, sobretudo porque se a história agradou a mim, que não sou fã de comédias, com certeza agradará a todos que assistirem.

Opostos como água e óleo, Joy e Jack desafiam a química, juntando-se quando um terceiro elemento entra na equação: álcool. No dia seguinte, quando acordam, eles se descobrem casados, apesar de todas as diferenças que ficam visíveis já no café-da-manhã. Aí entra uma outra
questão: um prêmio milionário (US$ 3 milhões), que Jack ganhou no cassino, com uma moeda de Joy. Para ficarem com a grana, precisarão viver como um casal feliz. Aí está o problema.

Ficha Técnica
Jogo de Amor em Las Vegas
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 99 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Direção: Tom Vaughan
Roteiro: Dana Fox
Elenco: Cameron Diaz, Ahston Kutcher, Rob Corddry, Lake Bell, Jason Sudeikis e Treat Williams

domingo, 6 de julho de 2008

Brasil: um país de exageros e promessas

Quem já não ouviu que o Brasil é o país do futuro. Ouço isso desde minha adolescência, quando já tinha embutido em minha cabeça a idéia de ser jornalista e queria captar muitas informações para ficar mais próximo do meu sonho. Bem, este futuro nunca chega. O Brasil é hoje um país dos exageros, onde as leis não são cumpridas e como resposta à sociedade são criadas outras, que pecam pelo excesso.

A "Lei Seca", imposta como a saída para o combate ao alcoolismo no volante, é o exemplo claro que neste país tudo segue a linha do "oito ou oitenta", ou seja, ou a pena é branda demais ou é exagerada.
Muitos desconhecem que a pena para quem dirige embriagado já existe no Código de Trânsito. O problema é que, assim como as outras tantas leis do país, nunca foi cumprida. Ora por falta de estrutura, ora pelo jeitinho brasileiro, que sempre aliviou e continuará livrando a cara dependendo de quem for flagrado com o "bafo de onça". No popular, o que quero deixar claro aqui é que as leis estão aí, bastam ser cumpridas. Não precisa ser criada uma nova lei, como esta imposta goela abaixo da sociedade, que pune o cidadão que enche a cara com a mesma severidade daquele que de repente acabou de degustar dois bombons de chocolate com licor e será flagrado também no teste do bafometro. Um absurdo!
No último sábado, passei por uma blitz desta, aqui na Capital paulista, já que voltava para casa, de madrugada, por um caminho cercado de bares. Na fila indiana imposta pelos policiais, passaram vários carros, inclusive o meu. Detalhe: da frota à minha frente e atrás de mim, ninguém foi parado, com exceção de um Fusquinha, provavelmente ano 1974, branco, em que o mototista desceu do carro a princípio apresentando lucidez. Não sei o que o bafometro acusou, pois segui meu caminho, mas a cena ficou em minha memória. Espero realmente que não tenha havido "preconceito" pelo fato de o motorista estar num Fusca e por isso ter sido parado pela blitz. Achei estranho, mas neste pais nada me assusta. Pelo contrário, apenas lamento os absurdos de um Brasil onde existem leis, mas apenas para partes dos cidadãos.
Em tempo: se eu fosse parado, passaria ileso pelo bafômetro. Eu não estava alcoolizado. Havia saído, sim, mas tomado uma água com gás, um refrigerante dietético e um café expresso. Só. Senti falta do chopp, mas me enquadrei, afinal não quero correr o risco de ter a carta suspensa, tampouco ter de dar dinheiro para o poder público, no valor da multa, outra exorbitância desta lei esdrúxula!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Covarde, Flu fica com vice da Libertadores

A Liga Desportiva Universitária (LDU) do Equador, é campeã da Libertadores da América de 2008. É a primeira vez que um clube equatoriano vence o principal torneio da América Latina. Ao Fluminense resta a dor do segundo lugar e o pesadelo de perder o caneco inédito em casa, num Maracanã lotado, com cerca de 80 mil torcedores.

Assisti ao jogo, que foi muito bom. Não torço par o Fluminense, apesar de admitir que gostaria de ver o time das Laranjeiras campeão. Por isso, estou bem à vontade para criticar a equipe braileira que, em minha opinião, é hoje o melhor time brasileiro.
O Fluminense foi covarde após ter feito o placar - 3 a 1 -, que garantia a disputa da vaga na prorrogação e depois nos pênaltis. O Tricolor saiu atrás no placar logo no início do jogo, mas com a bola no chão e a força da torcida conseguiu se impor e buscar a virada. Fez 3 a 1 jogando bem, empolgando a massa e encurralando o time equatoriano. No entanto, aí veio o golpe fatal. Ao invés de buscar o quarto gol e liquidar a fatura no tempo normal, o Fluminense recuou de forma covarde e medrosa, apostando nas loterias dos pênaltis. Isso não se faz e Renato Gaúcho e cia. acabaram justamente castigados.
O Tricolor está de parabéns? Claro que está, porém no futebol brasileiro o segundo lugar é o primeiro dos últimos na gíria do torcedor e isso não conforta nenhum tricolor apaixonado. Pelo contrário! Revolta e a dor incomoda, sobretudo pela tiração de sarro dos rivais. Mas, passará...
Agora, resta o Brasileirão, que o Fluminense amarga a zona de rebaixamento. No entanto, a volta por cima no nacional será também difícil. O Flu tem time até para chegar entre os quatro no nacional e voltar à Libertadores do ano que vem. Mas, até o time esquecer a frustrada perda da libertadores vai demora e custará ao clube mais algumas rodadas do Brasileirão. Fora isso tem o fantasma do desmanche do elenco, uma vez que o time negou fogo justamente na decisão, melando os planos de patrocinador, que faturaria bem mais com o título inédito do torneio continental.
Em tempo: quero aqui repudiar a atuação do árbitro argentino Héctor Baldassi. O juiz roubou o Fluminense no primeiro tempo da partida ao não marcar um pênalti legítimo em Washington e validar a marcação errada de um impedimento, num lance que Thiago Neves ficaria na cara do goleiro equatoriano. Fora isso, Baldassi inverteu faltas, numa atuação no primeiro tempo que saltou aos olhos dos menos fanáticos e que assistiam ao jogo na condição de amantes do futebol.
No intervalo, após ouvir insultos do ex-jogador Branco, dirigente do Flu, o árbitro foi outro na etapa final e na prorrogação. O argentino não foi juiz, mas sim um mediador em campo, a ponto de invalidar um gol legítimo da LDU na prorrogação, que certamente daria o título ao time equatoriano sem o martírio dos pênaltis. No lance, o atacante da LDU estava em posição legal e foi marcado impedimento. Mas, mesmo que houvesse um pênalti, o árbitro não daria, uma vez que ele já estava disposto a levar a decisão para os pênaltis. E conseguiu!
Insisto, não torço para o Fluminense e assisti à decisão por uma questão profissional e fiquei indignado com a postura deste árbitro. Sem dúvida nenhuma, um profissional que deixa seríssimas suspeitas, pois nesta mesma Libertadores já havia prejudicado o Santos, num duelo contra o América, no México.
Já o tricolor carioca é mais time que a equipe equatoriana, porém não ficou com o caneco. Palmas à LDU, palmas à torcida do Flu. E ao time resta a dor da perda, sobretudo por saber que poderia ter ganho nos 90 minutos e optou pela covardia e pela loteria dos pênaltis. Lamentável...