quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Reflexão: "O paradoxo do nosso tempo"

Hoje temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos.
Auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos.
Gastamos mais, mas temos menos.
Nós compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias menores.
Mais conhecimento e menos poder de julgamento.
Mais medicina, mas menos saúde.
Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma perdulária, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos facilmente.
Ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais...
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores.
Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüência.
Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.
Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma.
Escrevemos mais, mas aprendemos menos.
Planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência.
Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.
Tivemos avanços na quantidade, mas não em qualidade.
Esses são tempos de refeições rápidas e digestão lenta, de homens altos e caráter baixo, lucros expressivos, mas relacionamentos rasos.
Mais lazer, mas menos diversão.
Maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição.
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis e moralidade também descartável e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.
Crédito: George Carlin

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Recordar é viver: O dia que o Verdão subiu

A foto cima é de 2003, mais precisamente do dia 22 de novembro, um início de noite na cidade de Garanhuns, interior de Pernambuco. Nesse dia, o Palmeiras venceu, de virada, o Sport por 2 a 1 e garantiu seu retorno à primeira divisão do futebol brasileiro. O técnico Jair Picerni, ao final da coletiva, convocou os repórteres paulistas que acompanharam a delegação para uma foto: "Este título é também de vocês!", repetia o treinador.
Sem dúvida, um dia histórico para o Palmeiras e inesquecível para a imprensa. Só quem esteve lá sabe a via sacra que foi a cobertura daquela partida, que definiu o acesso alviverde. Dias depois, o Verdão garantiria o título da Segundona no Palestra Itália, numa vitória sobre o Botafogo do Rio. Recordar é viver...
Foto: os "heróis" (da esquerda para a direita): Rosemberg; Rosinha, André Henning, Eu, Alex Muller, Tozzi, Jair Picerni, Villani, Zé Gonzalez e Fernando Santos

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A guerra nos estádios não tem data para acabar

Analisando tudo que foi falado desde o clássico de domingo, entre São Paulo e Corinthians, no Morumbi, tirei alguns minutos para refletir sobre a guerra que toma conta do futebol no mundo. Em alguns países, como o Brasil, uma violência de forma desenfreada, enquanto em outros, mais desenvolvidos, com um pouco mais de controle, porém com a mesma selvageria. E cheguei a uma conclusão: a violência, pelo menos aqui, não tem data para acabar, tampouco diminuir.
Na segunda-feira estive com o promotor Paulo Castilho, do Ministério Público, que trata do assunto "violência nos estádios". E conclui que Castilho, assim como o torcedor comum, é apenas mais um a ficar de mãos atadas, sem ter o que fazer diante do problema. Politicagem, negociatas, desinteresse dos governantes e impunidade derrubam qualquer movimento contra a violência.
Sendo assim, tenho certeza que darei adeus a este mundo sem ver um clássico em paz, sem selvageria, ofensas, tudo que marca o futebol atual e extrapola a rivalidade sadia.
Durante o bate papo com Castilho, cobrei medidas fortes, com intuito de diminuir ao menos a violência nos estádios. Num determinado momento, fui duro com o promotor, tamanha minha indignação. Mas, compreendi a posição dele de vítima, assim como todos nós.
Vivemos num país onde a Lei é branda na maioria dos casos e em muitos momentos não é nem mesmo cumprida. Ou seja, a impunidade rola solta. E as pessoas com poder para mudar o código penal, por exemplo. não têm interesse no assunto.
Imagens da revolta
As torcidas continuarão se degladiando nos estádios. Diminuir a cota dos ingressos para a torcida rival, nos clássicos, é uma saída, mas não se resolve o problema. A pedra no sapato do país é social. A falta de educação do povo derruba o Brasil. Um exemplo: a torcida do São Paulo é decantada como de elite em sua maioria. Pelo menos o torcedor que frequenta a numerada coberta e as cativas do Morumbi são pessoas que, com certeza, têm instrução superior ao do torcedor de arquibancada.
Bem, recordo-me de uma cena exibida na TV Bandeirantes, na segunda-feira, que me causou revolta. Um torcedor corintiano foi expulso pelos torcedores "elitizados" do São Paulo das cadeiras cativas do Morumbi. Se não bastasse expulsar o "inimigo", os endinheirados tricolores ofenderam o intruso, que estava com o seu filho e que pagou o ingresso e tinha o direito de ficar ali.
Agora pasmem: a polícia acompanhou tudo de perto e deu escolta ao corintiano para ele deixar o setor sem ser agredido, assim como um funcionário do São Paulo acompanhou o torcedor até sua saída do setor.
Eu sei também que, se fosse no Pacaembu, os corintianos endinheirados das numeradas fariam o mesmo com o são-paulino, palmeirense, santistas... A cena foi difícil de ser digerida e me causou uma profunda tristeza, além de me dar a certeza de que não haverá uma melhora no quadro de selvageria que atinge o futebol brasileiro.
Uma luz no fim do túnel seria uma mudança na legislação e a prática da tolerância zero por parte da PM nos estádios. Só assim acredito que as coisas mudariam. Mas, isso é utopia, pois não se existe a vontade de mudar. Não adianta a PM prender, se terá que soltar horas depois o torcedor. Não adianta falar em código do torcedor se o lugar adquirido nas bilheterias não é respeitado dentro do estádio. Não adianta falar no fim das torcidas organizadas, se os clubes bancam os torcedores com ingressos e viagens.
Bem, eu joguei a toalha...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Clássico medíocre e uma tragédia anunciada

São Paulo e Corinthians fizeram um clássico mediocre neste domingo, no Morumbi. Um jogo que acabou sendo o reflexo de uma semana desastrosa que antecedeu ao dérbi e que expôs a vaidade e incompetência dos cartolas brasileiros. Dentro de campo, o jogo foi ruim, com pouca emoção, e fora dele apresentou a torcida do Corinthians depredando a parte interna do estádio, que é particular, de propriedade do São Paulo. Alguma surpresa? Para mim, não!
Eu não esperava mesmo muito do clássico, sobretudo depois de ver, minutos antes da partida, que o São Paulo não escalaria todos seus titulares. Detalhe: a história de Muricy Ramalho, de que o objetivo era poupar os jogadores para a estréia de quarta-feira, na Libertadores, é pura balela. Como diz o ditado popular: história para boi dormir.
Na verdade, o Tricolor tomou essa postura com dois objetivos: primeiro, atingir a Federação Paulista de Futebol, já que a principal meta de Juvenal Juvêncio é "acabar" com Marco Polo Del Nero, da FPF. E segundo, deixar claro ao Corinthians seu desprezo pelo clássico, dando uma alfinetada na diretoria do Timão, mantendo a postura de que o Paulistão não vale nada, o que importa mesmo para o clube é o torneio continental.
O Tricolor quis deixar claro - e conseguiu - que o Timão era apenas um aperitivo antes do prato principal, que é a Libertadores! Mas, o "desinteresse" tricolor durou só até a bola rolar, depois o bicho pegou...
Já Muricy, que cobrou no final da partida bom senso das pessoas que fazem as tabelas e acumulam os jogos, precisa cobrar também de seu presidente, que assinou o regulamento do Paulistão, dando aval para tudo isso. Ou seja, todo mundo tem culpa no cartório.
Bem, dito isso, quero deixar claro aqui que o confronto da torcida corintiana com a polícia era uma tragédia anunciada. A torcida alvinegra iria brigar com quem estivesse na frente. Poderia ser com os são-paulinos, com os policiais ou com eles próprios. Os torcedores do Timão carregaram para o estádio todo o dispeito de não contar com um número maior de ingressos porque jogariam na casa do São Paulo.
A decisão tricolor, de limitar ingressos para a torcida rival no dérbi, estava amparada na Lei, que não discuto, mas que traria problemas para o clube. A antipatia dos rivais é apenas um sintoma do que poderá vir pela frente.
Eu lamento pelo futebol. Acredito que a postura do São Paulo precisa ser respeitada. Eu não avalizo a decisão do mandatário tricolor, pois não vejo como uma atitude embasada apenas no direito legitimo de fazer valer os direitos do clube. Essa briguinha da diretoria tricolor com a FPF já encheu o saco. E o futebol precisa melhorar e muito.
Uma vergonha
Em tempo: o Corinthians deveria se envergonhar em querer culpar a arbitragem do clássico pela expulsão do volante Túlio, que agrediu, sim, o zagueiro André Dias, do São Paulo, e acabou expulso de forma justa ainda no primeiro tempo. Se o soco foi forte ou fraco não interessa, ele agrediu ao rival e isso não pode no futebol. Cartão vermelho com justiça!
A diretoria alvinegra e o técnico Mano Menezes deveriam enquadrar o jogador, que não é um novato, e dar exemplo de comando. Não se pode passar a mão na cabeça dos jogadores a toda hora. É preciso assumir responsabilidades. Chega de jogar para a torcida.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Uma semana em que o futebol saiu derrotado

Assim como eu, acredito que muitos torcedores esperavam com muita ansiedade o clássico deste domingo entre São Paulo e Corinthians, no Morumbi. Mas, tenho certeza que, assim como eu, muitos também perderam o tesão pelo dérbi. Motivo: a briga pelos ingressos, que tomou conta da semana serviu para derrubar a expectativa da torcida e reiterar uma posição que está clara há tempos no Brasil: o torcedor é tratado como um lixo.
A posição do São Paulo, apesar de amparada pela Lei, não demonstra um desejo do Tricolor de fazer cumprir seu mando de campo e tornar a disputa nas arquibancadas mais justa, equilibrada. A atitude dos cartolas do Morumbi visa atingir a Federação Paulista de Futebol, que é presidida pelo palmeirense Marco Polo Del Nero. Como o São Paulo está em rota de colisão com a entidade, então a decisão de repassar apenas 10% para as torcidas rivais nos clássicos disputados no Morumbi.
Bem, o que Juvenal Juvêncio e Andrés Sanchez, presidentes de São Paulo e Corinthians, respectivamente têm que entender é que eles presidem dois clubes importantes, cujos torcedores são a alma das agremiações. Os clubes têm que estar acima de vaidade e de qualquer briga pessoal. Isso derruba o futebol e, sinceramente, me enoja.
E o torcedor do Corinthians para o clássico, que ficou com uma carga mínima para a partida e, parte dela, com o preço de R$ 90,00? E os ingressos mais baratos, no valor de R$ 40,00, que o senhor Andrés Sanchez repassou para a torcida organizada? E se este clássico apresentasse a estreia de Ronaldo pelo Timão, como ficariam os torcedores corintianos, que esperam há meses pelo Fenômeno? E os são-paulinos, que nos próximos clássicos, cujo mando for dos clubes rivais, sofrerão retaliação, além de ficarem expostos à selvageria do torcedor contrário?
Enfim, são perguntas cuja respostas estão na nossa cara. A vaidade e arrogância dos dirigentes se contrapõem aos interesses dos torcedores, que são a razão de viver dos clubes e do futebol.
Tudo lamentável. Uma semana em que o futebol perdeu. E o clássico de domingo, ao menos para mim, é apenas mais um jogo. Um dérbi que tinha tudo para ser inesquecível, mas que os dirigentes fizeram questão de estragar em nome da vaidade e de interesses pessoais. Um nojo pra não dizer outra coisa...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

São Paulo Futebol Clube: "O Soberano!"

Em resposta ao filme "Fiel", que contará um pouco da história do Timão, o São Paulo anunciou "O Soberano", que relatará a história do clube supercampeão das Américas. No entanto, acredito que os dirigentes tricolores resolveram antecipar as filmagens e vestir desde já a carapuça da independência. Explico: as últimas ações do presidente Juvenal Juvêncio (foto) e sua trupe tem refletido num clube que deseja ser soberano e que esfrega na cara dos rivais os seis títulos Brasileiros, três Mundiais e três Libertadores, num aviso geral: "Não precisamos de ninguém!"
Bem, até aí tudo bem. E que se morda a vizinhança. Mas, a gente que acompanha futebol sabe que o rompimento não é bom pra ninguém. E que o São Paulo só é forte porque tem equipes competitivas ao seu lado, que possam fazer frente a ele. Quem não é fanático entende o que estou dizendo.
Agora, a posição dos ingressos para o clássico de domingo, contra o Corinthians, apesar de estar amparada na Lei, pegou muito mal ao Tricolor. Isso só fez aumentar a ira alheia e decretar a empáfia como marca registrada do time do Morumbi. Ruim para o São Paulo e péssimo para o futebol brasileiro e paulista.
Insisto: o São Paulo está dentro da Lei em limitar os ingressos, repassando apenas 10% da carga geral ao Corinthians. Juju sabe também que seu clube sofrerá com a mesma medida quando não for mandante das partidas. Mas, acredito que o futebol seja o grande derrotado nisso tudo.
Quem me conhece e convive comigo sabe o quanto eu espero este jogo. Em rodinhas com amigos, sempre disse que projetava público máximo para esta partida. Não só pela tradição do clássico, mas sobretudo pela rivalidade dos dois times, que foram renovados, ganharam reforços e que não se enfrentam há mais de um ano por causa do rebaixamento do Alvinegro. Para mim, a grande chance de lotar o Morumbi, mexer com a cidade, com a imprensa, enfim, agitar a semana do dérbi. Mas, tudo foi por água abaixo.
Eu admito: estou chateado com a arrogância, despreparo e com tudo que envolve o futebol. Imagino o torcedor.
O Morumbi poderá estar cheio no domingo? Claro, a torcida do São Paulo tem força e terá seu estádio à disposição. Mas, não será uma festa completa. Para mim, clássico é estádio lotado, "rachado" ao meio. Jogo com uma torcida só é apenas mais um jogo. Que pena...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Felipão demitido do Chelsea... Dunga treme!

Felipão foi demitido do Chelsea da Inglaterra, após passagem frustrante de apenas seis meses à frente do clube inglês. Um fiasco, que lamento, pois gostaria de ver os treinadores brasileiros dando certo no exterior. Quando Luxemburgo foi para o Real Madrid da Espanha e acabou demitido, eu presenciei muita festa de vários amiguinhos da imprensa, festejando a queda do treinador brasileiro.
Sinceramente, não entendi até hoje tal reação. O fato de você não gostar do profissional é uma coisa, agora torcer contra acho lamentável. Acredito que Luxemburgo e agora Felipão seriam treinadores, que poderiam manter o nome do país nas manchetes. Seria bom para todos.
Bem, voltando ao Felipão. O treinador brasileiro não conseguiu resultados e bateu de frente com vários jogadores, bem ao estilo Felipão. A imprensa ajudou a derrubar o treinador. Agora, com a sua queda, quem treme na base é Dunga. O atual técnico-tampeão da seleção sabe que Felipão é uma sombra constante e que agora, desempregado, torna-se um nome em potencial para o cargo.
Eu não acredito na volta de Felipão à seleção Brasileira. Primeiro, porque ele não quer e, segundo, porque Felipão deve assumir algum clube europeu. Apesar do fiasco à frente do Chelsea, Luiz Felipe tem ainda um bom cartaz lá fora. Aqui, no Brasil, o treinador não volta tão cedo, nem para dirigir a seleção.

Tricolor limitará ingressos para a Fiel: um direito seu, mas que prejudica o clássico

O São Paulo avisa: limitará os ingressos do clássico de domingo, diante do Corinthians, cedendo apenas 10% da carga total para a Fiel corintiana (foto). Justo? Sim, pois o mando é são-paulino. Mas, eu acredito que seja ruim para o futebol. Clássico é clássico e prefiro que o estádio seja "rachado" ao meio. Dérbi de uma torcida só é ruim. Lá vou eu voltar aos anos 80, quando o Morumbi era dividido e a festa era completa. Hoje, existe carga de ingressos, campeonatos por pontos corridos... Oh, chatice!
Bem, voltando ao assunto. O Corinthians tem o direito de ficar revoltado com a diretoria do São Paulo. Mas, deve ir chorar na cama que é lugar quente. Resta ao Timão mandar o próximo jogo contra o Tricolor no Pacaembu e fazer o mesmo, ou seja, "jogar" a torcida do São Paulo naquele malfadado cantinho próximo ao tobogã e se sentir vingado.
O mandante não tem o direito de ficar com a carga maior de ingressos e ceder apenas 10% ao rival? Então, a razão está com o Tricolor. Papo encerrado. Justo não acredito que seja, mas... Insisto: quando o assunto é clássico, acredito que os direitos tem de ser iguais. Como diz o dito popular: é briga de cachorro grande, então é preciso ter também respeito. É muita tradição em campo... Mas, a vaidade e a paixão derrubam o bom-senso. Assim caminha o futebol. Bola pra frente...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Muricy mal-humorado? Falta mesmo educação!

O mau humor de Muricy Ramalho, técnico do São Paulo, tomou conta nos últimos dias do noticiário. Motivo: mais uma coletiva do treinador, desta vez no domingo, após derrota para o Santo André, no Morumbi, em que o treinador distribuiu patadas nos repórteres. A princípio, nada de anormal. Mas, não me venham chamar Muricy de mal-humorado. Ele é, sim, sem educação!
O Muricy rabugento virou uma espécie de marketing pessoal do treinador. No entanto, Muricy comete excessos e isso não pode ser aceito. Mas, também admito que o mau humor do treinador não pode virar pauta como nos últimos dias. Se o repórter que tomar a patada se sentir ofendido, ele que conteste o treinador e responda à altura. E bola pra frente, a vida segue...
Em tempo: Muricy carrega no currículo nos clubes que passou apelidos como "Malacy" e "Mulacy". E não é para menos... A falta de educação é uma marca registrada do treinador em toda sua carreira. Educação você não compra e Muricy precisa ter freio nas respostas e em seu destempero, afinal ele está à frente de uma instituição séria, que seus comandantes posam de diferenciados. Será mesmo?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Um Paulistão à espera ainda da emoção

O Paulistão se iniciou como eu esperava. As equipes grandes lutando para pegar ritmo, melhorar o preparo físico e os clubes pequenos, do interior, muito frágeis, apenas fazendo número na competição. Foi-se o tempo que os times do interior do estado podiam fazer frente aos clubes da capital. Sendo assim, o estadual perde a graça e fica à espera da emoção, que só deve pintar na fase final, sobretudo se os quatro grandes clubes se classificarem.
Dos chamados times grandes, o Palmeiras tem a melhor campanha até agora e surpreendeu neste início de Paulistão. Para mim, o Corinthians está devendo. Santos e São Paulo vão crescer.
Agora, dos demais clubes, cito apenas Barueri, São Caetano e Santo André como equipes que podem de alguma forma complicar a vida dos clubes da Capital. O restante dos times apenas cumprirão tabela e têm demonstrado isso neste início.
Quem viu a rodada do final de semana, notou a fragilidade do Oeste, que perdeu de goleada para o Timão, no Pacaembu. Pode notar também que a Ponte Preta não é mais a mesma, depois de a Macaca perder para os reservas do Palmeiras em pleno Moisés Lucarelli. E por aí vai...
Não espero muito dos "nanicos", os clubes pequenos do interior. Mas, espero muito mais dos grandes, sobretudo de Corinthians e São Paulo. Estes têm obrigação de jogar mais e dar espetáculo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O líder Palmeiras do azarão Lenny

E o Palmeiras é líder do Paulistão, com 100% de aproveitamento e com Lenny como seu grande destaque. É verdade, futebol tem dessas coisas. O Verdão, que até então era um saco de pancadas nos jogos-treinos de início de temporada, hoje está na ponta do estadual, com uma campanha irretocável. E Lenny, um "peso morto" dentro do elenco, reencontrou o bom futebol num momento de grande pressão no clube. O futebol não tem mesmo lógica...
Eu mesmo pedi para que o Palmeiras se livrasse de Lenny. Queimei minha língua? Não sei, mas que o jovem jogador está dando a volta por cima, eu não nego. Os números estão aí e Lenny marcou quatro gols nas primeiras rodadas, o que prova sua confiança nas partidas. O que ele não apresentava na temporada passada. Ou seja, hoje ele é uma opção real no banco de reservas ou até então como titular para o técnico Vanderlei Luxemburgo.
Quando pedi a cabeça de Lenny, citei também que o garoto não poderia ter desaprendido de jogar futebol. Mas, que no Palmeiras eu acreditava que ele não conseguiria jogar. Bem, errei em partes. Lenny tem provado que pode vingar, sim, no Verdão e que não desaprendeu de jogar. Bom para ele, ótimo para o futebol e excelente para a torcida alviverde, que não tem passado mais nervoso com o jovem atleta.